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Como aparecer no ChatGPT e no Gemini: o que medimos

Como aparecer no ChatGPT e no Gemini: o que faz um conteúdo virar fonte citada, o que medimos em 20 consultas e como registrar a venda que veio da IA.

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Composição gráfica de uma pergunta que se abre em poucas respostas, com um caminho destacado que segue até uma conversa.

Para sua empresa aparecer quando alguém pergunta ao ChatGPT ou ao Gemini, o seu site precisa responder a pergunta com as palavras de quem pergunta, logo no primeiro parágrafo. Depois disso vêm as perguntas frequentes, um dado próprio que só você tem e informações consistentes sobre a empresa em todos os lugares onde ela aparece. Ninguém controla o que a IA responde. Dá para aumentar a chance de virar fonte e medir isso todo mês.

A gente sabe disso porque mediu no próprio site. Em julho, a Make Talk não aparecia em nenhuma resposta. Em setembro, apareceu em duas. O artigo citado não era o mais longo nem o mais completo. Era o que respondia a pergunta com as mesmas palavras de quem pergunta.

Este guia mostra o que mudou, o que ainda não sabemos e por que a venda que a IA indica costuma chegar ao WhatsApp sem nenhuma etiqueta de origem.

A pergunta que ia pro Google agora vai pra IA

O hóspede que antes digitava “hotel em Foz do Iguaçu com café da manhã” agora escreve uma frase inteira: “qual hotel em Foz é bom para casal, perto das Cataratas, com café incluso?”. O diretor de uma clínica pergunta “qual consultoria ajuda clínica pequena a se adequar à LGPD?”. A resposta volta com três ou quatro nomes, às vezes com link.

Três pesquisas publicadas em setembro de 2026 mostram o tamanho do movimento. Elas medem o consumidor online em geral, não o hóspede nem o comprador B2B, então servem como sinal de comportamento, não como medida do seu mercado:

Os estudos divergem na metodologia e no recorte. Por isso a leitura honesta é uma faixa: entre 32% e 46% dos compradores online já consultam uma IA em algum momento. Para quem vende hospedagem ou serviço consultivo, a conclusão prática é a mesma: parte da escolha já acontece numa conversa em que a sua empresa não está.

Quem não está na resposta não entrou na disputa

No Google, ficar na segunda página ainda deixava uma chance. Na resposta de uma IA, a lista tem poucos nomes. Se o seu hotel não está ali, o hóspede nem chega a comparar.

O problema maior é que quase ninguém percebe essa perda. A mesma pesquisa da Visa, feita com varejistas, aponta que só 21% deles conseguem identificar quando uma venda veio de uma IA. Se o varejo, com carrinho e rastreamento de site, enxerga tão pouco, a empresa que fecha negócio por WhatsApp enxerga menos ainda. É a venda invisível: ela acontece, mas a origem se perde no caminho.

O que medimos no nosso próprio site

Desde julho, a Make Talk faz a mesma bateria de perguntas, todo mês, a dois assistentes de IA com busca na web: o Gemini e o ChatGPT (via API da OpenAI). São 10 perguntas que um comprador faria, cada uma feita aos dois, totalizando 20 consultas por medição. Seis perguntas são de compra (“ferramentas de atendimento com IA no WhatsApp para hotéis”) e quatro são de conhecimento (“como funciona a coexistência do WhatsApp Business?”).

O que aconteceu:

Métrica08/07/202602/09/2026
Respostas que citam o site como fonte (perguntas de conhecimento)0%12,5%
Respostas que citam o site como fonte (todas)0%10%
Respostas que mencionam a marca0%5%
Itens técnicos (robôs de IA liberados, sitemap, llms.txt)100/100100/100

Os 12,5% correspondem a uma citação em oito consultas. No total foram 2 citações em 20 consultas, as duas no Gemini e nenhuma no ChatGPT. Com uma amostra desse tamanho, a gente lê isso como “saiu do zero”, não como “está indexado”. A medição de outubro estava prevista para 02/10 e ainda não foi consolidada; quando sair, este artigo será atualizado com o terceiro ponto da série.

Duas observações valem mais do que os percentuais.

A parte técnica não bastou. Em julho, o site já passava em todos os itens técnicos e não aparecia em nenhuma resposta. Liberar os robôs das IAs é condição, não causa.

O artigo citado foi o que respondia a pergunta literal. A citação veio do nosso guia de coexistência do WhatsApp Business, na 5ª posição entre as fontes do Gemini. Em julho ele tinha sido reescrito: o título passou a ser a pergunta, o primeiro bloco responde em uma frase, os limites aparecem sem rodeio e há perguntas frequentes no fim. Era também o mais curto entre os artigos reescritos naquela leva, com cerca de 700 palavras. Os outros três, maiores, não foram citados.

A segunda citação foi numa pergunta de compra sobre IA de atendimento para hotéis, em que a marca apareceu em 12º lugar, atrás de fornecedores especializados em hotelaria. Ou seja: aparecer é possível, mas o espaço hoteleiro nas respostas de IA está ficando disputado.

O que faz um conteúdo virar fonte citada

O que segue é o que observamos no nosso painel, cruzado com o padrão das páginas que aparecem nas respostas. Não é fórmula garantida. É o que dá para fazer hoje com o site que você já tem.

1. Responda a pergunta literal no primeiro bloco

Escreva o título com as palavras que o cliente usa ao perguntar, não com o nome interno do seu serviço. Um hotel pode ter a página “Day use”, mas o hóspede pergunta “hotel em Gramado aceita day use para casal?”. Abra a página respondendo isso em duas ou três frases. Detalhes vêm depois.

2. Transforme as perguntas do atendimento em FAQ

As melhores perguntas já chegam todo dia no WhatsApp. No hotel: “aceita pet?”, “tem estacionamento?”, “qual o horário do check-in?”. Numa consultoria: “vocês atendem empresa do Simples?”, “quanto tempo leva o diagnóstico?”, “tem fidelidade no contrato?”. Cada pergunta recorrente vira um bloco curto de pergunta e resposta na página certa.

3. Publique um dado que só você tem

As IAs citam quem traz algo verificável. Para um hotel, pode ser a distância real a pé até a atração principal ou a taxa de ocupação média na alta temporada. Para uma consultoria, o prazo médio de um projeto ou o número de clientes de um setor. Coloque contexto: período, base e o que o número não diz.

4. Mantenha o perfil consistente fora do site

As respostas de IA cruzam fontes. Nome, endereço, categoria, descrição e serviços precisam dizer a mesma coisa no site, no perfil da empresa no Google, nos diretórios do setor e nas listas comparativas em que você aparece. No nosso painel, quem é citado em pergunta de compra costuma ser página-lista ou comparativo, muitas vezes de terceiros. Estar nessas listas, com informação correta, pesa.

5. Deixe a casa técnica em ordem, sem esperar milagre

Confira se o robots.txt não bloqueia os robôs das IAs, se o sitemap está publicado e se as páginas carregam o texto sem depender de clique. Isso tira o impedimento. O que faz a IA escolher você continua sendo o conteúdo.

A venda que a IA indica chega sem etiqueta

Aqui o tema deixa de ser só marketing e passa a ser receita. Quando um hóspede chega por um anúncio Click-to-WhatsApp, a conversa pode trazer os dados do anúncio que a originou. Quando chega porque o ChatGPT recomendou o hotel, a mensagem é só “Oi, quero saber valores para novembro”. Nada indica de onde veio.

Sem esse registro, a venda vai parar na conta de “orgânico” ou de “indicação”, e o gestor nunca sabe se o trabalho de conteúdo está trazendo reserva. O mesmo vale para a consultoria que recebe “vi que vocês trabalham com clínicas” e fecha um projeto três semanas depois.

Como perguntar “onde você nos achou?” sem travar o atendimento

A solução é simples e pouco usada: perguntar e registrar.

  1. Pergunte depois da primeira resposta útil, não antes. Primeiro resolva a dúvida. Depois: “Só para a gente melhorar o atendimento, como você conheceu o hotel?”.
  2. Ofereça opções curtas. Google, Instagram, indicação de alguém, ChatGPT/Gemini ou outra IA, site de reservas, outro. Opção explícita para IA importa: sem ela, a resposta vira “internet”.
  3. Registre como campo da oportunidade. A resposta precisa ficar no CRM, junto da conversa e do valor da venda. Anotação solta no celular do atendente se perde na troca de turno.
  4. Separe origem declarada de origem rastreada. O que o cliente diz é autodeclarado e pode falhar. O dado de anúncio é rastreado. Os dois têm valor, mas não devem ser somados como se fossem a mesma coisa.
  5. Revise uma vez por mês. Quantas oportunidades citaram IA, quantas fecharam e com qual valor. Em poucos meses, isso mostra se vale investir mais em conteúdo.

Como acompanhar a sua presença todo mês

Você não precisa de ferramenta para começar. Faça o que fazemos, em escala menor:

  • Liste 10 perguntas que seus clientes fariam. Seis de compra (“hotel boutique em Paraty com piscina”) e quatro de conhecimento (“o que levar para Bonito em julho?”).
  • Faça as mesmas perguntas no ChatGPT e no Gemini, no mesmo dia de cada mês, sem login pessoal sempre que possível.
  • Anote três coisas: a empresa aparece? O site aparece como fonte? Quem aparece no seu lugar?
  • Compare a tendência entre meses, não uma resposta isolada. As respostas variam com o momento, a localização e a forma da pergunta.

Quando um conteúdo passar a ser citado, compare com os que não foram. No nosso caso, a diferença estava no formato, não no tamanho.

O que este experimento ainda não prova

Duas citações em 20 consultas mostram direção, não tamanho. Ainda não sabemos por que o ChatGPT não citou nenhuma página nossa, nem quanto tempo a citação se sustenta. Também não medimos quantas vendas vieram dessas respostas, e é exatamente por isso que a pergunta de origem na chegada importa: sem ela, não teremos como medir.

A tese continua a mesma do resto deste blog. Aparecer na resposta é o começo. A venda acontece na conversa, e só conta como resultado quando a origem chega ao CRM junto com ela.

Veja como a origem fica registrada na prática

Na demonstração da Make Talk, peça para acompanhar uma oportunidade do primeiro contato no WhatsApp até o fechamento, com a origem registrada. Conheça a Make Talk para hotéis.

Perguntas frequentes

Como fazer minha empresa aparecer no ChatGPT ou no Gemini?

Publique páginas que respondem, já no primeiro parágrafo, a pergunta com as palavras que o cliente usa. Complete com perguntas frequentes, dados próprios com contexto e informações consistentes sobre a empresa em todos os lugares onde ela aparece. Ninguém controla a resposta da IA; dá para aumentar a chance de ser fonte e medir isso todo mês.

Quanto tempo leva para um conteúdo ser citado por uma IA?

Não existe prazo garantido. No painel da Make Talk, a primeira citação foi detectada na medição feita cerca de sete semanas depois da reescrita do artigo, em uma amostra pequena (20 consultas, 2 citações). Trate como sinal de direção, não como prazo.

Como saber se um hóspede ou cliente chegou por indicação do ChatGPT?

Na maioria das vezes, a conversa no WhatsApp chega sem nenhuma marcação de origem. O caminho prático é perguntar na chegada como a pessoa conheceu a empresa, oferecer opções que incluam assistentes de IA e registrar a resposta como campo da oportunidade no CRM.

Liberar os robôs das IAs no site é suficiente?

Não. O nosso site passou em todos os itens técnicos (robôs de IA liberados, sitemap e llms.txt) e, mesmo assim, não aparecia em nenhuma resposta na primeira medição. A parte técnica é condição, não causa. O que mudou o resultado foi o formato do conteúdo.

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